quarta-feira, abril 27
terça-feira, abril 26
Foi assim:
"Olha, o seu convênio só cobre metade do valor da consulta por, no máximo, 12 sessões. Isso se for aprovado o tratamento. Digo isso porque ultimamente o Plano de Saúde tem rejeitado nossos pedidos e só aceito casos extremos, como suicídio ou tentativa de homicídio"
"Hum... Ok, vou ver se encontro alguém pra tentar matar. Você atende em domicílio...?"
"Hum... Ok, vou ver se encontro alguém pra tentar matar. Você atende em domicílio...?"
segunda-feira, abril 25
1ª Tentativa
Eu fui a uma psicóloga hoje, mas não vai rolar. Eu quero um(a) psicanalista junguiano(a) que meu convênio cubra. Ou que a sessão não seja os olhos da cara. Sim, porque esse povo acha que depressão é doença de rico, humpf!
quarta-feira, abril 20
Coisas de Magali
terça-feira, abril 19
Afe...
Quer saber? Cansei de estar – ou ser? – triste.
Então, que se foda. Vou tomar bolinhas, ficar alegre, rir de tudo e todos. Vou ser feliz que nem as mulheres dos comercias de margarina.
Então, que se foda. Vou tomar bolinhas, ficar alegre, rir de tudo e todos. Vou ser feliz que nem as mulheres dos comercias de margarina.
segunda-feira, abril 18
Tristeza
Eu não sei se tenho distimia. Sinceramente, acho que não. Sim, eu sou um tanto mal-humorada em certos momentos, sou chatinha até, mas acho que não é na maioria do tempo.
O que tem me consumido estes dias é uma tristeza que chega de mansinho e vai se apoderando de mim aos poucos. Quando vejo, já estou quietinha no meu canto, chorando lamúrias que não sei ao certo o que são.
Tento, em vão, encontrar a razão de tudo isso. E tudo que encontro é fragilidade, medo e uma insegurança que me atordoa e me corrói por dentro. Olho pra frente e não vejo perspectiva de nada, apenas meus sonhos se dissipando na realidade chata e amarga da vida.
É, a vida está desacredita. Eu estou desacreditada.
O que tem me consumido estes dias é uma tristeza que chega de mansinho e vai se apoderando de mim aos poucos. Quando vejo, já estou quietinha no meu canto, chorando lamúrias que não sei ao certo o que são.
Tento, em vão, encontrar a razão de tudo isso. E tudo que encontro é fragilidade, medo e uma insegurança que me atordoa e me corrói por dentro. Olho pra frente e não vejo perspectiva de nada, apenas meus sonhos se dissipando na realidade chata e amarga da vida.
É, a vida está desacredita. Eu estou desacreditada.
terça-feira, abril 12
Distimia
(Trechos da Reportagem da Folha)
Mau humor pode ser doença --e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".
Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves.
Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo.
Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram -a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.
E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor "natural" também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!
Ver reportagem completa >> Folha OnLine
Mau humor pode ser doença --e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".
Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves.
Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo.
Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram -a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.
E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor "natural" também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!
Ver reportagem completa >> Folha OnLine
sexta-feira, abril 8
Quase Dois Irmãos
Este filme surpreendeu minhas expectativas. Você deve assistir. É o tipo de filme que fica latente em sua memória. Depois do filme eu comentei com meu mocinho:
- É ruim porque no meio do filme você percebe que a situação não tem solução, ao contrário, só tende a piorar...
- Pois é, NÓS estamos no meio do filme...
PS: Vocês não acham que o Flávio Bauraqui é a cara do Lázaro Ramos?
- É ruim porque no meio do filme você percebe que a situação não tem solução, ao contrário, só tende a piorar...
- Pois é, NÓS estamos no meio do filme...
PS: Vocês não acham que o Flávio Bauraqui é a cara do Lázaro Ramos?
quinta-feira, abril 7
Inseguranças
Ontem eu tive uma conversa séria com meu mocinho. Talvez a mais séria de todas. Expus todo o meu medo, fragilidade e insegurança. É como se eu tivesse abaixado o muro que me cerca e me protege. E agora estou me sentindo assim, indefesa e vulnerável. Agora ele sabe o que me machuca.
O sonho
Sonhei que estava em casa, com o mocinho tomando banho. Uma pessoa toca a campainha para pedir esmola e eu respondo que não tenho nada para dar. Quando eu olho novamente, o cara já está no jardim. Grito para ele sair e corro para fechar janelas e portas, mas já é tarde, ele está dentro de casa, mexendo nas coisas e me ameaçando. Eu grito por ajuda pro mocinho, mas ele continua em seu banho. Pego uma cadeira pra bater no cara, só que ele é mais forte do que eu. Ele sai para a garagem para roubar o carro do mocinho e eu tento impedir. E assim acaba meu sonho.
Eu sempre tive sonhos assim, com alguém tentando invadir minha casa e eu tentando desesperadamente protegê-la. Sempre associei este sonho ao medo de ser assaltada, mas hoje, ao acordar, percebi claramente que se trata das minhas próprias inseguranças. Como se a casa fosse meus sentimentos – dos mais belos aos mais obscuros – que a muito custo eu tento proteger e encobrir. Só não entendi ao certo o significado do carro do mocinho que o cara tenta roubar.
À propósito, não estou fazendo análise (se bem que eu adoraria, mas a grana está curta), estou lendo o livro do Jung, O Homem e seus Símbolos. Nem preciso dizer que estou adorando, né?
O sonho
Sonhei que estava em casa, com o mocinho tomando banho. Uma pessoa toca a campainha para pedir esmola e eu respondo que não tenho nada para dar. Quando eu olho novamente, o cara já está no jardim. Grito para ele sair e corro para fechar janelas e portas, mas já é tarde, ele está dentro de casa, mexendo nas coisas e me ameaçando. Eu grito por ajuda pro mocinho, mas ele continua em seu banho. Pego uma cadeira pra bater no cara, só que ele é mais forte do que eu. Ele sai para a garagem para roubar o carro do mocinho e eu tento impedir. E assim acaba meu sonho.
Eu sempre tive sonhos assim, com alguém tentando invadir minha casa e eu tentando desesperadamente protegê-la. Sempre associei este sonho ao medo de ser assaltada, mas hoje, ao acordar, percebi claramente que se trata das minhas próprias inseguranças. Como se a casa fosse meus sentimentos – dos mais belos aos mais obscuros – que a muito custo eu tento proteger e encobrir. Só não entendi ao certo o significado do carro do mocinho que o cara tenta roubar.
À propósito, não estou fazendo análise (se bem que eu adoraria, mas a grana está curta), estou lendo o livro do Jung, O Homem e seus Símbolos. Nem preciso dizer que estou adorando, né?
segunda-feira, abril 4
Fim de semana
Lembram daquela cena de "E o Vento Levou..." em que a Scarlett O’Hara cava a terra com as mãos e jura que nunca mais vai passar fome? Pois é, foi parecido, eu batendo as mãos no teclado e jurando nunca mais trabalhar no fim de semana.
Porque o fim de semana foi feito pra acordar tarde – depois daquela enrolada gostosa na cama. Foi feito pra passear no parque, curtir o sol, levar o cachorro pra passear, assistir filminhos no cinema e namorar, namorar muuuito. E namorar mais ainda.
Odeio passar o fim de semana preocupada com o trabalho. É como se eu tivesse um peso nas costas, um martírio. E eu, tonta, em vez de terminar logo com isso fico enrolado até o ultimo minuto.
Bom, mas já acabou. O trabalho e o fim de semana.
Porque o fim de semana foi feito pra acordar tarde – depois daquela enrolada gostosa na cama. Foi feito pra passear no parque, curtir o sol, levar o cachorro pra passear, assistir filminhos no cinema e namorar, namorar muuuito. E namorar mais ainda.
Odeio passar o fim de semana preocupada com o trabalho. É como se eu tivesse um peso nas costas, um martírio. E eu, tonta, em vez de terminar logo com isso fico enrolado até o ultimo minuto.
Bom, mas já acabou. O trabalho e o fim de semana.
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