sexta-feira, outubro 29

Saudades ordinárias

Meu mocinho chega hoje de BH. E apesar de nesses 3 dias eu não ter pensado em outra coisa a não ser o episódio da camisinha, meu coração dói de saudades. Vontade louca de tê-lo em meus braços novamente. Vontade de que tudo volte como era antes da viagem: sem medos, sem desconfianças e sem camisinhas por aí.

quinta-feira, outubro 28

Sonho bizarro

Sonhei que eu traí meu mocinho.

Estava numa cama trocando carícias com o outro. O outro é um conhecido meu, simplesmente um conhecido distante. Aí o outro olhou pra minha cara e perguntou:

- Você consegue fazer isto?

E fechou a mão, como se apertasse alguma coisa bem forte. Colocou a mão inteira dentro da boca.

Eu fiquei horrorizada. Era a coisa mais bizarra que eu já tinha visto em sonho. Fiquei com medo, imaginando o que ele poderia colocar naquela boca.

Aí eu virei pro lado, triste. Cada coisa que eu arranjava, viu! Ele encostou do meu lado e perguntou se eu estava apaixonada por alguém.

Respondi que sim. Olhei pra cima como quem olha as estrelas e sonha apaixonada. Tentei lembrar por quem estava apaixonada... Não vinha ninguém na minha cabeça! Simplesmente não sabia por quem estava apaixonada.

quarta-feira, outubro 27

O episódio da camisinha

Meu aniversário foi muito legal, diga-se de passagem. Recebi muitos e-mails, telefonemas, mensagens, transmissões de pensamentos, etc. É bom ser lembrada por pessoas queridas.

Comemorei com o pessoal do meu serviço na Bráz Pizzaria. Meu mocinho chegou de mala e cuia porque na manhã seguinte ele viajaria para BH a trabalho. Como eu moro perto do aeroporto, ele dormiria em casa e eu o levaria bem cedinho pra lá.

E a noite correu tranqüila.

Chegamos tarde em casa. Meu mocinho abriu a mala para arrumar algo, eu já estava me preparando pra dormir. Foi quando eu vi, no cantinho da mala, um pacote de camisinhas.

- Pra que você tá levando isso? – E não era apenas uma camisinha, era a embalagem com a fileira inteira.
- Sei lá, coloquei sem querer. Fui colocando as coisas na mala e acabou indo junto. Pode deixar aqui na sua casa.

Coloquei-as no mesmo lugar de onde peguei. Não falei mais nada, mas também não fechei a cara. Na verdade, na hora nem me importei mesmo. Acreditei nele. Deitamos e eu ainda agradeci a ele por tudo – pela presença, pelos presentes, pelo carinho. E sussurramos palavras de amor.

Acordamos bem cedinho e eu o levei pro aeroporto, ainda de pijama. No caminho ele pegou na minha mão, disse o quanto me amava. Ele sempre é assim, muito carinhoso e declarado. Hoje não foi diferente.

Com o passar do dia fiquei pensando no episódio da camisinha. E conversei com um amigo a respeito, pra ver se eu não estava ficando paranóica demais. Ele falou que era uma coisa estranha mesmo, que ninguém põe um pacote de camisinhas na mala sem querer, por mais desligado que seja.

E a mala era nova, logo não corria o risco das camisinhas já estarem lá, esquecidas de alguma outra viagem. E também não estavam junto de alguma nécessaire – ele nem tem nécessaire – estavam ali, separadinhas num canto da mala. Será que uma pessoa desligada faria isso?

Fiquei triste, muito triste mesmo. Independente de rolar alguma coisa ou não, o que me chateia não é a concretização da traição. O que me chateia é que alguma coisa aqui dentro de mim se quebrou. Confiança. E não se confia um pouco ou muito, não existe intensidade ou meio termo. É sim ou não.

E agora é não.

sexta-feira, outubro 22

Promoção e pramocinha

Alguém aqui no serviço mencionou o Ioiô Cream. Aí eu lembrei que quando era criança – uns 8 anos – participei de uma promoção deste produto. Sabe aquelas coisas de inventar frase ou slogan com o nome do produto? Então, eu criei uma poesia. Obviamente não me lembro mais dela, mas com certeza era muito tosca. Coisa de criança, ué. E eu ganhei uma bonequinha pela poesia – a Uvinha da coleção Moranguinho, lembram?

E há uns anos atrás eu participei de uma promoção semelhante, escrever um conto de Natal. Ganhei uma televisão 14 polegadas. Mas fiquei decepcionada com a promoção porque o texto do 1º colocado era um destes textos rodados por e-mail. Tava na cara que o cara tinha chupinhado, eu mesma já tinha lido o tal texto. E o cara ganhou um Clio 1.0, vê se pode!

quinta-feira, outubro 21

Filminhos

Fazia tempo que eu não pegava uma noite pra assistir filminhos em casa. Então ontem eu passei na locadora e me abasteci de filmes, salgadinhos e sorvete até o final de semana.

Minha primeira escolha foi Irreversível. Eu já sabia que o filme era bem violento, mas mesmo preparada, senti-me muito mal com o início do filme. Nem comi minhas batatinhas.

Dois caras embarcam numa espiral de loucura – literalmente – em uma busca frenética pelo estuprador de sua (ex) namorada. Apesar da muita violência gratuita, o filme é bem legal pela sua produção e estrutura de narrativa invertida.

O filme vai do ambiente de violência para o de inocência, do caos para o sonho.

quarta-feira, outubro 20

Off

Frequentemente eu canso de viver. Hoje de manhã, por exemplo, cansei. O despertador toca às 7h00 e o celular toca às 7h30. Eu levanto umas 7h45. Tomo meu café da manhã, tomo meu banho e tomo o rumo da cama novamente.

Adoro deitar na cama depois do banho. Sinto uma preguiça, aquela moleza boa depois de um banho quente. A cama me chama, vem, vem aqui, vem!, e eu não resisto, me enfio debaixo das cobertas novamente.

Aí que eu não sinto mais vontade de trabalhar. Não sinto mais vontade nem de levantar. Não sinto vontade de fazer mais nada além de dormir. Desligar do mundo.

terça-feira, outubro 19

Voltando ao normal

Fico feliz que as coisas estejam voltando ao normal por aqui. Visitar meus blogs amigos já faz parte da minha rotina diária. Ainda não coloquei todos na lista ao lado, mesmo porque eu perdi meu arquivo e não lembro de cabeça o endereço da galera – êêê memória boa!

By the way, ontem foi dia de mergulhar no silêncio e na solidão da minha casa. Estava tão acostumada a passar 24 horas grudada no meu mocinho – por causa da nossa viagem pra Visconde de Mauá – que acabei me esquecendo que temos vidas distintas. Muito distintas, por sinal.

Talvez porque eu acreditasse que já tínhamos uma vida em comum. Mera ilusão.

segunda-feira, outubro 18

Bem-vindos



Pois é, minha gente. Apesar do trauma de trocar de blog, estou de casa nova. Esta aqui tem uma cara meio retro, mas gosto dela. Eu e os meus templates padrões, ok, podem me xingar, mas eu não estou com tempo nem com vontade de produzir um.

Sobre o mBlog, que decepção! Ter que pagar para ter o conteúdo de volta é um absurdo. Infelizmente abri mão do meu arquivo, mesmo porque eu não sou nenhuma escritora cujo trabalho mereça pagar U$ 35.

Quer dizer, até que eu pagaria se tivesse dinheiro. Ai – suspiro - que eu ainda estou com um aperto no coração por ter perdido meu arquivo, ainda mais que se tratava da minha história com o mocinho. Mas enfim, a história do mocinho continua, felizmente.

By the way, vou republicar aqui o último texto que publiquei no weblogger ( Enquanto eu não decidia o rumo do blog eu fui postando algumas coisas lá – minha indignação e frustração quanto ao mBlog, por exemplo).

Dúvida: por que as pessoas têm celular se elas não atendem às ligações?

No sábado eu fiquei de passar a tarde com meu afilhado. Só que por engano fui buscá-lo uma hora antes do combinado. Cheguei lá, não tinha ninguém em casa. Tentei falar com minha amiga pelo celular, mas ela não atendeu minhas ligações.

Achei que ela tivesse ido à feira e fiquei esperando mais uns 15 minutos. Liguei novamente no seu celular e nada. Voltei pra casa e quando chego, recebo sua ligação. Esclarecemos o desencontro e decidimos deixar para o próximo final de semana.

Aí eu resolvo almoçar com meu mocinho. Peço para ele me esperar enquanto me dirijo ao shopping onde ele se encontra. Quando eu chego lá, exatamente às 13:00h, ligo para saber onde está. O celular toca, toca, toca, e nada.

Fico andando pelo shopping e a cada 5 minutos ligo pra ele. Nada dele atender o celular. Já estava ficando nervética, imaginando a mensagem mal-educada que deixaria na sua caixa postal: "Por que você não atende a porra do celular?".

Ele me liga às 13:30h, quando já estou suficientemente irritada, imaginando ir embora dali. "Caralho, por que você não atende a porra do celular. Faz meia hora que estou te ligando, puta que te pariu!!!" – ele odeia que eu fale palavrão.

Ele me fala que não escutou o celular tocar. Ah, me poupe, né? "Limpa a porra do ouvido!" E ainda descubro que o celular dele não tem vribacall. "Que merda de celular é este que não tem vibracall?"

Ai, que às vezes eu fico bem nervosinha, viu!