Neste domingo fomos ver a peça da Fernanda Torres – ô mulher maravilhosa. Eu já tinha lido o livro do Ubaldo, A Casa dos Budas Ditosos, e amei a interpretação dela. O espetáculo foi muito bom. Aliás, foi cômico.
A começar pela nossa chegada: aquele toró danado, a rua praticamente alagada, trânsito travado e meu carro todo embaçado. E dá-lhe mocinho passando flanelinha no vidro. Resolvemos parar no estacionamento em frente ao Directv.
Era só atravessar a rua. Seria uma missão simples se as guias não estivessem alagadas até a batata da perna. E eu linda e perfumada, de salto alto!!! Ainda no carro eu tirei a meia fina, coloquei a flanela na bolsa e vesti minha jaqueta. Meu mocinho ainda sugeriu: Quer que eu te leve no colo?
Cai na gargalhada imaginando a cena. É claro que ele não ia me agüentar o percurso todo e provavelmente eu iria cair de bunda na enxurrada, ou em algum capô de carro parado no trânsito. Imagina o mico, atravessar a rua virou uma aventura perigosa!
Aí que meu mocinho pegou o guarda chuva e eu arregacei as calças (sorte que eu estava com uma calça bem larguinha e deu pra subir até as coxas), e fomos lá meter o pé na lama – literalmente. Primeira enxurrada, ok. No meio da rua andávamos entre os carros pra ver o melhor ponto pra atravessar a segunda enxurrada.
Ali, ali! Meu mocinho sai correndo com o guarda-chuva. Eu, toda ensopada, vou atrás, não correndo porque eu tava com medo de perder o sapato na enxurrada. Finalmente atravessamos a rua e entramos lá com os sapatos fazendo chuap, chuap. Ô cena maravilhosa.
Um monte de gente descalça, com as calças arregaçadas. O banheiro feminino estava uma loucura, todo mundo secando o pé. Ainda bem que eu levei minha flanelinha, rs. Depois de me recompor, viro mulher chique novamente – huahuahua – e nos acomodamos para ver a peça. Ainda bem que valeu a pena toda essa aventura. E os 20 reais de estacionamento do outro lado da rua!
terça-feira, novembro 30
domingo, novembro 28
10 coisas sobre a dona do blog
1. Ela é bochechuda e fica vermelha quando está envergonhada.
2. Não tem orelha furada, nem piercings pelo corpo. Tem um dragão tatuado nas costas.
3. Tem cara de boazinha, mas é só cara, viu!? O signo dela é escorpião.
4. Ela tem mania de perguntar pro mocinho se ele já está dormindo quando ele já está dormindo.
5. Ela achava que dirigia mal, mas depois que conheceu o mocinho achou-se uma bela motorista. Ela sempre come guia na hora de estacionar.
6. Ela fala palavrão demais e acha feio essa sua mania. Está tentando trocar o caralho pelo caracoles.
7. Ela fica de mau humor quando está com fome, com sono, quando fica esperando ou quando fica sem sexo. Quando ela não está de mau humor, até que ela é legalzinha.
8. Ela diz que não é pessimista, que é realista. Mas ela é pessimista, sim! E reclamona, ainda por cima!
9. Ela chora em comédias românticas. Em drama, nem se fala. No cinema ela se controla, mas quando está em TPM chora até em comercial de tv.
10. Ela é uma draga, viu! Ô menina gulosa!
2. Não tem orelha furada, nem piercings pelo corpo. Tem um dragão tatuado nas costas.
3. Tem cara de boazinha, mas é só cara, viu!? O signo dela é escorpião.
4. Ela tem mania de perguntar pro mocinho se ele já está dormindo quando ele já está dormindo.
5. Ela achava que dirigia mal, mas depois que conheceu o mocinho achou-se uma bela motorista. Ela sempre come guia na hora de estacionar.
6. Ela fala palavrão demais e acha feio essa sua mania. Está tentando trocar o caralho pelo caracoles.
7. Ela fica de mau humor quando está com fome, com sono, quando fica esperando ou quando fica sem sexo. Quando ela não está de mau humor, até que ela é legalzinha.
8. Ela diz que não é pessimista, que é realista. Mas ela é pessimista, sim! E reclamona, ainda por cima!
9. Ela chora em comédias românticas. Em drama, nem se fala. No cinema ela se controla, mas quando está em TPM chora até em comercial de tv.
10. Ela é uma draga, viu! Ô menina gulosa!
sexta-feira, novembro 26
10 coisas sobre meu mocinho
1. Ele é bonitinho e simpático. E clarinho, dos olhos verdes acinzentados. A primeira vez que o vi ele tava vermelhinho de sol e logo foi falando: Essa não é a minha cor, viu!
2. Ele é um tímido tagarela. Aliás, um tímido–tagarela–caradepau–metido à estrelinha. Acreditem, existe um tímido assim.
3. Ele é um nerd, gosta de estudar. É muito inteligente e culto, gosta de Kieslowski e Ingmar Bergman.
4. É desorganizado. Vai largando tudo pela casa – celular no banheiro, aparelho dos dentes na mesa do computador, chave do carro na cama, carteira na cozinha – e depois esquece onde colocou seus pertences.
5. Ele gosta de usar óculos, mesmo que não precise. E quando realmente ele precisa – à noite para dirigir, foi por isso que ele fez os óculos – ele esquece em casa.
6. Ele dirige mal, devagar-quase-parando. E estaciona sempre a um metro e meio da calçada.
7. Ele ronca à noite e fala que eu é que ronco.
8. Ele começa a fazer cafuné na minha cabeça e dorme com a mão na minha cabeça. Tempo do cafuné? Ah, um 2 minutos e meio...
9. Ele é beijoqueiro. No cinema ele gosta de beijar estalado, pra todo mundo ouvir e eu morrer de vergonha.
10. Ele tem o sorriso da vovó Mafalda!!!
2. Ele é um tímido tagarela. Aliás, um tímido–tagarela–caradepau–metido à estrelinha. Acreditem, existe um tímido assim.
3. Ele é um nerd, gosta de estudar. É muito inteligente e culto, gosta de Kieslowski e Ingmar Bergman.
4. É desorganizado. Vai largando tudo pela casa – celular no banheiro, aparelho dos dentes na mesa do computador, chave do carro na cama, carteira na cozinha – e depois esquece onde colocou seus pertences.
5. Ele gosta de usar óculos, mesmo que não precise. E quando realmente ele precisa – à noite para dirigir, foi por isso que ele fez os óculos – ele esquece em casa.
6. Ele dirige mal, devagar-quase-parando. E estaciona sempre a um metro e meio da calçada.
7. Ele ronca à noite e fala que eu é que ronco.
8. Ele começa a fazer cafuné na minha cabeça e dorme com a mão na minha cabeça. Tempo do cafuné? Ah, um 2 minutos e meio...
9. Ele é beijoqueiro. No cinema ele gosta de beijar estalado, pra todo mundo ouvir e eu morrer de vergonha.
10. Ele tem o sorriso da vovó Mafalda!!!
quinta-feira, novembro 25
10 coisas sobre meu cachorro
1. Ele é lindo e carismático. Toda vez que eu vou ao parque com ele alguém pergunta:
- Que graça! Que raça que é?
- Dáxirraun
- Hein?
- Dá-xi-rraun pelo longo. É o mesmo lingüiça cofap, só que pelo longo.
- Ah... – meio desacreditado.
Já pensei várias vezes em responder que ele é vira-lata mesmo.
2. Ele é chorão. Chora pra passear, chora pra entrar em casa, chora pra ganhar a atenção. Quando beijo meu mocinho, aí que ele chora pra valer.
3. Ele dorme conchinha, mas muitas vezes acorda todo esticado e de barriga pra cima.
4. Ele levanta a pata traseira para fazer cocô. Ele finge que vai fazer xixi, mas faz cocô.
5. O rabo dele parece um espanador.
6. Ele adora “beijar” as pessoas que gosta. É lambida pra cá, lambida pra lá. Sorte que ele não é daqueles cachorros babões, mas mesmo assim ainda é nojento.
7. Ele faz cara de “gato de botas” quando dou bronca nele. E sai de fininho. E volta de fininho minutos depois, achando que eu já esqueci.
8. Quando você quer brincar com ele, ele não quer. Você joga o brinquedinho e ele acompanha com o olhar o brinquedinho caindo, mas não se move. E depois fica olhando pra sua cara de tacho.
9. Quando você quer ver algum filme e senta no sofá, ele quer brincar. E pega justamente o brinquedo com o apito e sobe no seu colo, esfregando o brinquedo na sua cara do tipo: Joga pra eu pegar!
10. Ele gosta de se esfregar na terra, na grama e no passarinho morto. Eca!
- Que graça! Que raça que é?
- Dáxirraun
- Hein?
- Dá-xi-rraun pelo longo. É o mesmo lingüiça cofap, só que pelo longo.
- Ah... – meio desacreditado.
Já pensei várias vezes em responder que ele é vira-lata mesmo.
2. Ele é chorão. Chora pra passear, chora pra entrar em casa, chora pra ganhar a atenção. Quando beijo meu mocinho, aí que ele chora pra valer.
3. Ele dorme conchinha, mas muitas vezes acorda todo esticado e de barriga pra cima.
4. Ele levanta a pata traseira para fazer cocô. Ele finge que vai fazer xixi, mas faz cocô.
5. O rabo dele parece um espanador.
6. Ele adora “beijar” as pessoas que gosta. É lambida pra cá, lambida pra lá. Sorte que ele não é daqueles cachorros babões, mas mesmo assim ainda é nojento.
7. Ele faz cara de “gato de botas” quando dou bronca nele. E sai de fininho. E volta de fininho minutos depois, achando que eu já esqueci.
8. Quando você quer brincar com ele, ele não quer. Você joga o brinquedinho e ele acompanha com o olhar o brinquedinho caindo, mas não se move. E depois fica olhando pra sua cara de tacho.
9. Quando você quer ver algum filme e senta no sofá, ele quer brincar. E pega justamente o brinquedo com o apito e sobe no seu colo, esfregando o brinquedo na sua cara do tipo: Joga pra eu pegar!
10. Ele gosta de se esfregar na terra, na grama e no passarinho morto. Eca!
quarta-feira, novembro 24
Minha vida sem mim
Ontem eu cheguei no serviço com os olhos inchados, tentando disfarçar com o cabelo. Antes de sair de casa eu fiquei meia hora debaixo do chuveiro pra ver se aliviava o inchaço, fiz até compressa gelada, mas tava na cara – literalmente – que eu tinha chorado a noite inteira.
E chorei mesmo. Mas não foi nada demais, não. Foi só um filminho que eu assisti na noite anterior. Minha vida sem mim. O filme é simples, mas sua beleza está justamente nesta simplicidade. Talvez a felicidade esteja mesmo na simplicidade.
E pra acompanhar o filminho eu comprei um pote de sorvete de chocolate e mais um pote de farofa doce crocante (porque pouca porcaria é bobagem). E chorei do início ao fim do filme. Jorrava lágrimas assim como jorra sangue na luta da Noiva contra os 88 Loucos, do filme do Tarantino. Meio cômico, não?
E pra explicar que eu chorei tanto só por causa de um filminho? Melhor deixar a explicação pra lá, todo mundo não ia acreditar mesmo, porque perder tempo então?
PS: Eu tentei fazer uma listinha de coisas a fazer, caso eu morresse daqui a dois meses. Não consegui. A única coisa que pensei foi juntar todos os pertences do meu cachorro pra dar pro meu mocinho, inclusive o próprio cachorro.
E chorei mesmo. Mas não foi nada demais, não. Foi só um filminho que eu assisti na noite anterior. Minha vida sem mim. O filme é simples, mas sua beleza está justamente nesta simplicidade. Talvez a felicidade esteja mesmo na simplicidade.
E pra acompanhar o filminho eu comprei um pote de sorvete de chocolate e mais um pote de farofa doce crocante (porque pouca porcaria é bobagem). E chorei do início ao fim do filme. Jorrava lágrimas assim como jorra sangue na luta da Noiva contra os 88 Loucos, do filme do Tarantino. Meio cômico, não?
E pra explicar que eu chorei tanto só por causa de um filminho? Melhor deixar a explicação pra lá, todo mundo não ia acreditar mesmo, porque perder tempo então?
PS: Eu tentei fazer uma listinha de coisas a fazer, caso eu morresse daqui a dois meses. Não consegui. A única coisa que pensei foi juntar todos os pertences do meu cachorro pra dar pro meu mocinho, inclusive o próprio cachorro.
terça-feira, novembro 23
Tatu Bolinha
Ainda sobre o final de semana:
Na sexta eu estava sedenta por sexo. Meu tesão triplica na TPM, assim como minha instabilidade emocional. Um momento de prazer fugaz era tudo o que eu queria, era tudo o que eu precisava. Desejo de esquecer por um instante todos os meus problemas e frustrações e sentir apenas o prazer carnal, desejo de sentir-me derretendo por inteira.
Só que meu mocinho não está no pique e toda a minha ansiedade não me permite ver que ele está triste. Ou ele não se permite mostrar triste. O fato é que só consigo sentir a minha frustração – desta vez a frustração de não se sentir desejada.
Ele diz que o problema não está comigo, que o problema é dele. E diz um monte de blábláblá que entra por um ouvido e sai pelo outro. Tudo o que sinto no momento é vontade de sumir, desaparecer, morrer. Matar esta maldita frustração, esta e todas as outras que cercam a minha vida.
Aí eu me fecho como um tatu bolinha. E ele diz Vem cá, me abraça, preciso de você. E quanto mais ele me cutuca, mais eu fico bolinha. Fica do meu lado, por favor... Essas palavras me comovem, mas mesmo assim eu continuo bolinha.
E eu passo a noite bolinha, pensando como era óbvio isso. Ele convivendo tanto tempo comigo, é claro que logo perceberia que eu sou uma fracassada, que não sou o que demonstro ser. Que não sou tão bonita, inteligente e bem-sucedida como as mulheres com as quais ele convive diariamente.
No sábado de manhã acordamos fingindo que nada tinha acontecido. Mas nós dois sabíamos que era apenas fingimento. Ele ainda tentou conversar comigo, mas eu sou um tatu bolinha. Fechei. E quanto mais ele me perguntava, mais eu virava bolinha. Eu não conseguia encará-lo sem me sentir um lixo.
Aí ele me fala que a irmã dele é assim-assado, e eu respondo que não sou a irmã dele. Toda mulher é igual, diz ele em tom de brincadeira. Se for assim, vai ficar com a sua irmã. Vai embora, sai daqui!, berrei. E fui pro banheiro, batendo a porta de raiva. Odeio ser comparada a ela - talvez porque eu perca de longe.
E passei o dia choramingando na casa de uma amiga.
À noite ele foi a minha casa para conversarmos. Disse-me que estava muito triste na sexta, que há tempos não se sentia assim tão triste. Senti-me mal por só enxergar as minhas próprias frustrações. Pedi desculpas. Ele me abraçou e me beijou, perguntou o que acontecia comigo. Aí eu virei tatu bolinha novamente. Só queria fazer amor. E fizemos amor a noite inteira.
Na sexta eu estava sedenta por sexo. Meu tesão triplica na TPM, assim como minha instabilidade emocional. Um momento de prazer fugaz era tudo o que eu queria, era tudo o que eu precisava. Desejo de esquecer por um instante todos os meus problemas e frustrações e sentir apenas o prazer carnal, desejo de sentir-me derretendo por inteira.
Só que meu mocinho não está no pique e toda a minha ansiedade não me permite ver que ele está triste. Ou ele não se permite mostrar triste. O fato é que só consigo sentir a minha frustração – desta vez a frustração de não se sentir desejada.
Ele diz que o problema não está comigo, que o problema é dele. E diz um monte de blábláblá que entra por um ouvido e sai pelo outro. Tudo o que sinto no momento é vontade de sumir, desaparecer, morrer. Matar esta maldita frustração, esta e todas as outras que cercam a minha vida.
Aí eu me fecho como um tatu bolinha. E ele diz Vem cá, me abraça, preciso de você. E quanto mais ele me cutuca, mais eu fico bolinha. Fica do meu lado, por favor... Essas palavras me comovem, mas mesmo assim eu continuo bolinha.
E eu passo a noite bolinha, pensando como era óbvio isso. Ele convivendo tanto tempo comigo, é claro que logo perceberia que eu sou uma fracassada, que não sou o que demonstro ser. Que não sou tão bonita, inteligente e bem-sucedida como as mulheres com as quais ele convive diariamente.
No sábado de manhã acordamos fingindo que nada tinha acontecido. Mas nós dois sabíamos que era apenas fingimento. Ele ainda tentou conversar comigo, mas eu sou um tatu bolinha. Fechei. E quanto mais ele me perguntava, mais eu virava bolinha. Eu não conseguia encará-lo sem me sentir um lixo.
Aí ele me fala que a irmã dele é assim-assado, e eu respondo que não sou a irmã dele. Toda mulher é igual, diz ele em tom de brincadeira. Se for assim, vai ficar com a sua irmã. Vai embora, sai daqui!, berrei. E fui pro banheiro, batendo a porta de raiva. Odeio ser comparada a ela - talvez porque eu perca de longe.
E passei o dia choramingando na casa de uma amiga.
À noite ele foi a minha casa para conversarmos. Disse-me que estava muito triste na sexta, que há tempos não se sentia assim tão triste. Senti-me mal por só enxergar as minhas próprias frustrações. Pedi desculpas. Ele me abraçou e me beijou, perguntou o que acontecia comigo. Aí eu virei tatu bolinha novamente. Só queria fazer amor. E fizemos amor a noite inteira.
segunda-feira, novembro 22
Desabafo
Ultimamente ando bem triste. Um sentimento de frustração muito grande. Cheguei aos 28 anos com um emprego que não me satisfaz – nem profissionalmente, nem financeiramente. O difícil é olhar pra frente e não ter perspectiva. Sou uma profissional medíocre, essa é a verdade. E a verdade dói. Ai.
E aí, o que acontece? Acontece que minha auto-estima vai lá pro chão e fica toda esparramada, despedaçada, aos caquinhos para os outros pisarem. E eu fico tentando desesperadamente juntá-los para ninguém perceber que eu sou uma fracassada.
Na minha adolescência eu era tão desinibida e corajosa. Tinha sonhos e um mundo inteiro a desvendar. E tudo parecia possível. Hoje a realidade é tão diferente do que imaginei aos 13 anos. E os sonhos, tão mais distantes. Não consigo sonhar em ser ou ter, pois aos 28 anos você é o que é, e tem o que tem.
Posso até sonhar em ser a designer tal, aquela que tem o dom da criação, mas logo tenho que descer das nuvens e voltar ao escritório e ao trabalho medíocre. Posso sonhar com meu apto amplo, lindo, charmoso... Mas abro os olhos e vejo apenas o meu apertadinho, sem os móveis e decoração dos meus sonhos. Aos 13 tudo parecia possível, aos 28 você percebe que não é bem assim...
Fico triste. Fico quietinha. É uma frustração minha que não quero compartilhar com ninguém. Porque tenho vergonha de ser uma fracassada e não quero ter que dizer isso para alguém. Vou levando minha vida, pagando minhas contas, sem muitos sonhos pela frente.
E aí, o que acontece? Acontece que minha auto-estima vai lá pro chão e fica toda esparramada, despedaçada, aos caquinhos para os outros pisarem. E eu fico tentando desesperadamente juntá-los para ninguém perceber que eu sou uma fracassada.
Na minha adolescência eu era tão desinibida e corajosa. Tinha sonhos e um mundo inteiro a desvendar. E tudo parecia possível. Hoje a realidade é tão diferente do que imaginei aos 13 anos. E os sonhos, tão mais distantes. Não consigo sonhar em ser ou ter, pois aos 28 anos você é o que é, e tem o que tem.
Posso até sonhar em ser a designer tal, aquela que tem o dom da criação, mas logo tenho que descer das nuvens e voltar ao escritório e ao trabalho medíocre. Posso sonhar com meu apto amplo, lindo, charmoso... Mas abro os olhos e vejo apenas o meu apertadinho, sem os móveis e decoração dos meus sonhos. Aos 13 tudo parecia possível, aos 28 você percebe que não é bem assim...
Fico triste. Fico quietinha. É uma frustração minha que não quero compartilhar com ninguém. Porque tenho vergonha de ser uma fracassada e não quero ter que dizer isso para alguém. Vou levando minha vida, pagando minhas contas, sem muitos sonhos pela frente.
sexta-feira, novembro 19
TPM
Puxa... Só tenho pensado em sexo e chocolate. Não as duas coisas ao mesmo tempo.
Ontem à noite eu tava com uma preguiça danada, não queria fazer nada além de ficar no sofá vendo TV. Mas eu não agüentei, estava assim "necessitada" de um doce. Abri a geladeira e nada. Abri o armário e nada. Ops, uma lata de leite condensado! Ai, que merda! Pensei com os meus pneuzinhos laterais.
Não deu outra: fiz brigadeiro à meia-noite. Não ia conseguir dormir sem o sabor de um docinho na boca... Meu pneuzinho lateral direito falou: Só uma colherzinha, ok? Mas depois o pneuzinho lateral esquerdo gritou: Manda mais aí!!! E foi metade do brigadeiro. A outra metade eu comi hoje de café-da-manhã.
E hoje à noite, Ai do meu mocinho se não aparecer em casa. Vai ser sexo, ou sexo. Porque meus pneuzinhos precisam ser apalpados e beijados antes que gritem por mais doce.
Ontem à noite eu tava com uma preguiça danada, não queria fazer nada além de ficar no sofá vendo TV. Mas eu não agüentei, estava assim "necessitada" de um doce. Abri a geladeira e nada. Abri o armário e nada. Ops, uma lata de leite condensado! Ai, que merda! Pensei com os meus pneuzinhos laterais.
Não deu outra: fiz brigadeiro à meia-noite. Não ia conseguir dormir sem o sabor de um docinho na boca... Meu pneuzinho lateral direito falou: Só uma colherzinha, ok? Mas depois o pneuzinho lateral esquerdo gritou: Manda mais aí!!! E foi metade do brigadeiro. A outra metade eu comi hoje de café-da-manhã.
E hoje à noite, Ai do meu mocinho se não aparecer em casa. Vai ser sexo, ou sexo. Porque meus pneuzinhos precisam ser apalpados e beijados antes que gritem por mais doce.
quarta-feira, novembro 17
Dúvida fútil
Meu mocinho se forma no final do ano. Pois é, 32 aninhos nas costas e mesmo assim ele quer participar do baile e tudo mais que tem direito. Coisa de gente de direito, acho. Eu, que não fiz direito, não fiz porra nenhuma de formatura. Nem apareci na colação da minha turma.
E agora, pra quem sobra ser madrinha do mocinho? Hein, hein? Pois é, olha só o mico que eu vou pagar. Além do mico, a grana que vou desembolsar na brincadeira: vestido, sapato, acessórios, cabelo e maquiagem. Ai meu Deus, que eu não sirvo pra ser perua!
Aí hoje eu fui dar uma olhada nos vestidos. Vi um pretinho básico, sem brilho nenhum, que custa R$200,00 pra comprar. E vi um mais "cheguei" – forro rosa com um véu preto em cima, que dá um tom meio vinho, com miçangas pretas – que custa R$280,00 pra alugar.
Eu achei que alugar o vestido sairia mais barato. Talvez porque o pretinho seja básico demais e o outro bem mais vistoso e trabalhado. Aí que tá o problema: não sei se é melhor ficar normalzinha e discreta com o vestido preto-básico, ou se "cheguei" com o vestido mais tchans (essa definição foi ótima!). Ai, que eu não entendo nada de moda a rigor, viu!
E agora, pra quem sobra ser madrinha do mocinho? Hein, hein? Pois é, olha só o mico que eu vou pagar. Além do mico, a grana que vou desembolsar na brincadeira: vestido, sapato, acessórios, cabelo e maquiagem. Ai meu Deus, que eu não sirvo pra ser perua!
Aí hoje eu fui dar uma olhada nos vestidos. Vi um pretinho básico, sem brilho nenhum, que custa R$200,00 pra comprar. E vi um mais "cheguei" – forro rosa com um véu preto em cima, que dá um tom meio vinho, com miçangas pretas – que custa R$280,00 pra alugar.
Eu achei que alugar o vestido sairia mais barato. Talvez porque o pretinho seja básico demais e o outro bem mais vistoso e trabalhado. Aí que tá o problema: não sei se é melhor ficar normalzinha e discreta com o vestido preto-básico, ou se "cheguei" com o vestido mais tchans (essa definição foi ótima!). Ai, que eu não entendo nada de moda a rigor, viu!
terça-feira, novembro 16
Diálogo
- Não sei, mas acho que sou uma pessoa triste em boa parte do tempo.
- Mas você sabe qual a razão desta tristeza?
- Muitas vezes sim. Algumas vezes não.
- Eu era uma pessoa triste, não sou mais.
- Mas a minha tristeza é mais traço de personalidade do que estado de espírito, entende?
- As pessoas se acostumam com a própria tristeza e acham que é traço de personalidade.
- ...
- Mas você sabe qual a razão desta tristeza?
- Muitas vezes sim. Algumas vezes não.
- Eu era uma pessoa triste, não sou mais.
- Mas a minha tristeza é mais traço de personalidade do que estado de espírito, entende?
- As pessoas se acostumam com a própria tristeza e acham que é traço de personalidade.
- ...
quinta-feira, novembro 11
O preço da conquista
E não é que o Chapolin Colorado apareceu mesmo? Não contavam com a minha astúcia!
Pois é, meu mocinho apareceu ontem para fazer uma visita surpresa no meio da semana. E acreditem, o Nico ficou mais feliz do que eu. Não que eu não tenha ficado feliz, mas é que meu cachorro tá num grude com meu mocinho que até eu tô ficando com ciúmes.
É só eu abraçar meu mocinho que o Nico já começa a choramingar. E você acha que é ciúmes de mim? É nada, o bichinho só quer a atenção do meu mocinho. Já viu cachorro mais carente que este? É só meu mocinho dar trela que ele vai correndo no seu colo morder a sua fuça.
E os dois tão num love, viu! Meu mocinho dá comida na boca do cachorro, sem contar os doguitos de 5 em 5 min. É assim que ele conquista o Nico. E foi assim que ele me conquistou, presenteando-me com chocolates Koppenhagen toda semana. Eu falo pro Nico que isso não vai durar muito tempo, é só até a certeza da conquista. Mas o Nico me olha com aquela cara de cachorro sem-dono, e finge que não entende.
Depois não fale que eu não avisei.
Pois é, meu mocinho apareceu ontem para fazer uma visita surpresa no meio da semana. E acreditem, o Nico ficou mais feliz do que eu. Não que eu não tenha ficado feliz, mas é que meu cachorro tá num grude com meu mocinho que até eu tô ficando com ciúmes.
É só eu abraçar meu mocinho que o Nico já começa a choramingar. E você acha que é ciúmes de mim? É nada, o bichinho só quer a atenção do meu mocinho. Já viu cachorro mais carente que este? É só meu mocinho dar trela que ele vai correndo no seu colo morder a sua fuça.
E os dois tão num love, viu! Meu mocinho dá comida na boca do cachorro, sem contar os doguitos de 5 em 5 min. É assim que ele conquista o Nico. E foi assim que ele me conquistou, presenteando-me com chocolates Koppenhagen toda semana. Eu falo pro Nico que isso não vai durar muito tempo, é só até a certeza da conquista. Mas o Nico me olha com aquela cara de cachorro sem-dono, e finge que não entende.
Depois não fale que eu não avisei.
quarta-feira, novembro 10
terça-feira, novembro 9
I need someone
Não estou bem. Não sei se estou deprimida, mas todo dia quando acordo não tenho vontade de levantar. Perdi todo o tesão de trabalhar e isso já está virando um fardo. Parei de acreditar nas pessoas do meu emprego e tudo o que eles me falam soa como demagogia.
E as festas de final de ano estão chegando... Aquela alegria e aquele consumismo desenfreado. Eu aqui, com a conta negativa e sem 13º vou ficar chorando pelos cantos, de preferência em algum canto que não tenha vitrines ao redor. E juro que eu nunca fui consumista. Mas agora estou.
Não quero nem pensar no Natal e no Ano Novo. Nunca sei ao certo onde vou passar, sempre estou à espera de um convite de um amigo, um lugar onde eu possa me acolher nestas noites de bombas e rojões. O ano passado, já com medo de tudo isso, fugi e passei o Reveillon com estranhos, pessoas que acabara de conhecer numa viagem. Foi bom. Engraçado se sentir tão à vontade e tão bem com estranhos. E abraçá-los tão sinceramente, desejando-lhes do fundo do coração um Feliz Ano Novo. E sentir que eles desejam a mesma coisa que você.
Beijar uma boca estranha, nova. Um beijo sem sentimento, sem passado nem futuro. Um beijo, aparentemente sem significado, apenas uma ilusão de que você tem alguém.
Mas este ano eu tenho meu mocinho. Ainda não sei se vou passar com ele e sua família. Não me sinto à vontade com sua família. Sinto-me um zero a esquerda, um peixe fora d’água. Não queria começar o ano novo com a auto-estima tão baixa.
Acho que preciso de alguém. Um psicólogo. Acho que preciso de bolinhas.
E as festas de final de ano estão chegando... Aquela alegria e aquele consumismo desenfreado. Eu aqui, com a conta negativa e sem 13º vou ficar chorando pelos cantos, de preferência em algum canto que não tenha vitrines ao redor. E juro que eu nunca fui consumista. Mas agora estou.
Não quero nem pensar no Natal e no Ano Novo. Nunca sei ao certo onde vou passar, sempre estou à espera de um convite de um amigo, um lugar onde eu possa me acolher nestas noites de bombas e rojões. O ano passado, já com medo de tudo isso, fugi e passei o Reveillon com estranhos, pessoas que acabara de conhecer numa viagem. Foi bom. Engraçado se sentir tão à vontade e tão bem com estranhos. E abraçá-los tão sinceramente, desejando-lhes do fundo do coração um Feliz Ano Novo. E sentir que eles desejam a mesma coisa que você.
Beijar uma boca estranha, nova. Um beijo sem sentimento, sem passado nem futuro. Um beijo, aparentemente sem significado, apenas uma ilusão de que você tem alguém.
Mas este ano eu tenho meu mocinho. Ainda não sei se vou passar com ele e sua família. Não me sinto à vontade com sua família. Sinto-me um zero a esquerda, um peixe fora d’água. Não queria começar o ano novo com a auto-estima tão baixa.
Acho que preciso de alguém. Um psicólogo. Acho que preciso de bolinhas.
segunda-feira, novembro 8
sexta-feira, novembro 5
Sonho sem pé, mas com cabeça
Aconteceu algo de ruim. De muito ruim. Mas eu não lembro o quê. Só sentia a angústia do algo ruim. E sabia que este algo ruim tinha estragado toda a minha vida, nada mais era como antes.
Ao meu lado havia uma cabeça com capacete (???). Meus olhos desviavam daqueles olhos verdes intensos, medo daquela cabeça desprendida de seu corpo. Mas meu desespero foi maior que o medo.
Enchi-me de coragem e peguei a cabeça nas mãos. Chacoalhei-a e fitei seus olhos, ja não mais com tanto medo. Perguntei por que aquilo tinha acontecido. Gritei desesperada por uma solução.
A cabeça lançou-me um olhar sinistro. Tremi por um instante, mas não hesitei em gritar novamente. Eu estava totalmente descontrolada.
A cabeça então, com uma voz calma e ao mesmo tempo assustadora, perguntou-me qual era o número que minha amiga Alê gostava. Respondi 16, com uma certeza que não sei de onde encontrei.
Que dia é hoje? Que dia é hoje? Meus pensamentos se embaralharam com conclusões antecipadas. Já estávamos no dia 17, a coisa ruim tinha acontecido no dia 16. Tarde demais.
Deus tem umas maneiras esquisitas de fazer nós acreditarmos nele, disse a cabeça profeticamente. São os sinais que ignoramos.
[Um sonho a la David Lynch]
Ao meu lado havia uma cabeça com capacete (???). Meus olhos desviavam daqueles olhos verdes intensos, medo daquela cabeça desprendida de seu corpo. Mas meu desespero foi maior que o medo.
Enchi-me de coragem e peguei a cabeça nas mãos. Chacoalhei-a e fitei seus olhos, ja não mais com tanto medo. Perguntei por que aquilo tinha acontecido. Gritei desesperada por uma solução.
A cabeça lançou-me um olhar sinistro. Tremi por um instante, mas não hesitei em gritar novamente. Eu estava totalmente descontrolada.
A cabeça então, com uma voz calma e ao mesmo tempo assustadora, perguntou-me qual era o número que minha amiga Alê gostava. Respondi 16, com uma certeza que não sei de onde encontrei.
Que dia é hoje? Que dia é hoje? Meus pensamentos se embaralharam com conclusões antecipadas. Já estávamos no dia 17, a coisa ruim tinha acontecido no dia 16. Tarde demais.
Deus tem umas maneiras esquisitas de fazer nós acreditarmos nele, disse a cabeça profeticamente. São os sinais que ignoramos.
[Um sonho a la David Lynch]
quinta-feira, novembro 4
Cai chuva, cai
Acordei no meio da madrugada com o barulho da chuva. Delícia. Chovia bem forte, e no alto do 13º andar o vento soava como algo sinistro. Meu cachorro dormia conchinha do meu lado. Dormir conchinha é um termo engraçado que meu mocinho usa, que expressa bem a forma como meu cachorro dorme. Às vezes eu durmo conchinha também.
Levantei mais cedo que o normal. Ouvi o noticiário na televisão: vários pontos de alagamento pela cidade. Caos no trânsito, pra variar. E olha que isso nem me aborreceu. Estranho, acordei feliz com a chuva que caia, com o tempo feio que fazia. Gosto desta cara mal humorada de São Paulo.
Levantei mais cedo que o normal. Ouvi o noticiário na televisão: vários pontos de alagamento pela cidade. Caos no trânsito, pra variar. E olha que isso nem me aborreceu. Estranho, acordei feliz com a chuva que caia, com o tempo feio que fazia. Gosto desta cara mal humorada de São Paulo.
quarta-feira, novembro 3
E lá se foi o feriado...
Conversei com meu mocinho a respeito do episódio da camisinha. Conversei até demais. Na sexta fui pegá-lo no aeroporto. É claro que nem consegui recepcioná-lo com beijos e abraços calorosos, tava na cara meu aborrecimento.
Depois que conversamos abertamente me senti melhor. Talvez eu esteja sendo ingênua em acreditar em sua credibilidade. Talvez não. Não quero ficar neurótica com possibilidades.
De resto o feriado prolongado foi tranqüilo. Sabadones foi dia de balada com a japonesada. Acabei-me de tanto dançar e pular. Fiquei trilili com apenas uma caipirinha. É, eu não costumo beber coisas alcoólicas e fiquei a noite inteira pegando fogo.
Tentamos ver algum filme da Mostra Internacional de Cinema, mas como não planejamos nada antecipado, ficamos a ver navios. Na verdade, acabamos assistimos Cama de Gato, um filme com o Caio Blat que eu não achei bom, nem ruim. Na verdade, eu e o meu mocinho ficamos com nhaca depois do filme, se é que vocês me entendem.
Em falar em filmes, meu amigo me emprestou o dvd 2001: uma Odisséia no Espaço. Eu tentei assistir o filme várias vezes no feriado, e nas várias tentativas eu dormi num pedaço do filme. Nem sei se consegui ver o filme por inteiro, só sei que o final foi uma viagem na maionese – talvez porque eu tenha perdido uma parte importante para a compreensão do mesmo. Enfim, este é o tipo de filme para quem sofre de insônia.
Depois que conversamos abertamente me senti melhor. Talvez eu esteja sendo ingênua em acreditar em sua credibilidade. Talvez não. Não quero ficar neurótica com possibilidades.
De resto o feriado prolongado foi tranqüilo. Sabadones foi dia de balada com a japonesada. Acabei-me de tanto dançar e pular. Fiquei trilili com apenas uma caipirinha. É, eu não costumo beber coisas alcoólicas e fiquei a noite inteira pegando fogo.
Tentamos ver algum filme da Mostra Internacional de Cinema, mas como não planejamos nada antecipado, ficamos a ver navios. Na verdade, acabamos assistimos Cama de Gato, um filme com o Caio Blat que eu não achei bom, nem ruim. Na verdade, eu e o meu mocinho ficamos com nhaca depois do filme, se é que vocês me entendem.
Em falar em filmes, meu amigo me emprestou o dvd 2001: uma Odisséia no Espaço. Eu tentei assistir o filme várias vezes no feriado, e nas várias tentativas eu dormi num pedaço do filme. Nem sei se consegui ver o filme por inteiro, só sei que o final foi uma viagem na maionese – talvez porque eu tenha perdido uma parte importante para a compreensão do mesmo. Enfim, este é o tipo de filme para quem sofre de insônia.
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